CNA destaca papel do biodiesel e das biorrefinarias na transição energética
Tema foi tratado no 3º Fórum do Biodiesel e Bioquerosene, em SP
Brasília (14/05/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (13), do 3º Fórum do Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em São Paulo.
O evento debateu o papel estratégico do biodiesel e das biorrefinarias para a transição energética, a bioeconomia e o desenvolvimento do agro brasileiro.
Durante o painel “Complexo do biodiesel: biorrefinaria e coprodutos”, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou que o biodiesel deixou de ser apenas um combustível e passou a integrar um sistema produtivo mais amplo, conectado à produção de alimentos, energia e insumos industriais.
Na apresentação, a assessora técnica da CNA ressaltou que o conceito de biorrefinaria permite o aproveitamento integral da biomassa, transformando matérias-primas agrícolas em biocombustíveis, farelos, bioquímicos, fertilizantes e outros coprodutos. Segundo a CNA, o modelo promove maior eficiência, circularidade e redução de resíduos.
Eduarda Lee também destacou o papel estratégico dos coprodutos do biodiesel para a competitividade da agropecuária brasileira, como o farelo destinado à alimentação animal e a glicerina, com potencial energético e industrial.
Outro ponto abordado foi a complementaridade entre biodiesel, SAF (combustível sustentável de aviação) e biobunker, que podem compartilhar a mesma base de matérias-primas renováveis e integrar um mesmo ecossistema de combustíveis sustentáveis.
Para a CNA, o Brasil reúne condições para liderar essa agenda global graças à robustez da sua base agrícola, à capacidade industrial instalada e à matriz energética renovável.
A entidade também defendeu a importância da previsibilidade regulatória, do avanço das misturas obrigatórias de biodiesel, dos investimentos em pesquisa e inovação e da ampliação da infraestrutura logística para fortalecer a cadeia produtiva.
Segundo Eduarda Lee, o fórum reforçou uma demanda antiga do setor produtivo. “O Brasil precisa avançar com segurança jurídica, previsibilidade e compromisso com a transição energética. A implementação do B16 é fundamental nesse processo”, afirmou.
Ela destacou que a ampliação da mistura do biodiesel no diesel traz ganhos ambientais, fortalece a matriz energética renovável, reduz a dependência de combustíveis fósseis e estimula diretamente a agroindústria brasileira e a geração de renda no campo.
A assessora técnica da CNA também ressaltou o potencial do bioquerosene de aviação para posicionar o Brasil como protagonista global da descarbonização do setor aéreo. “O Brasil tem vocação natural, capacidade produtiva e tecnologia para liderar também a transição energética na aviação”, disse.
Ao final, ela reforçou que o modelo de biorrefinaria demonstra que produção de alimentos e energia podem avançar de forma integrada, gerando renda, empregos e desenvolvimento regional a partir da valorização da biomassa produzida no campo.