CNA participa de evento sobre seguro rural
Especialistas debateram formas de aprimorar o instrumento que é essencial para a gestão de riscos no campo
Brasília (14/07/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (14), do evento “O seguro rural que o Brasil precisa” que reuniu, em Brasília, especialistas, autoridades e parlamentares para debater a gestão de risco no campo e como aprimorar a proteção aos produtores rurais.
O evento foi promovido pela Meridiana, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e pelo Centro de Estudos do Agronegócio (FGV Agro).
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, integrou o painel “A visão de quem opera o seguro rural”, e falou da importância da aprovação do Projeto de Lei nº 2951, de autoria da senadora Tereza Cristina (MS), para fortalecer a ferramenta.
Segundo Lucchi, a Confederação trata o seguro rural como uma de suas prioridades na política agrícola por ser um instrumento essencial para a gestão de riscos no campo. Nesse sentido, trabalha em parceria com agentes públicos e privados, como seguradoras e peritos, para aprimorar os produtos disponíveis.
“Não podemos questionar a evolução de diversas ações desenvolvidas, mas, infelizmente, a área segurada no Brasil continua diminuindo. Esse é o principal indicador de avanço e ele tem caminhado para trás ano a ano”, disse.
Para o diretor, o Projeto de Lei 2951 é uma oportunidade de reverter esse cenário, além de melhorar o ambiente regulatório. “O PL surge para trazer um novo otimismo, principalmente por criar o Fundo de Catástrofe e outros mecanismos”.
Em sua fala, Bruno Lucchi também apontou a necessidade de ampliar a disponibilidade de informações sobre o setor. “A proposta, que aguarda análise no Senado, já conta com um recurso específico para organizar um banco de dados. Hoje temos acesso a tecnologias, Inteligência Artificial e uma série de inovações para avançar nesse tema”.
Estímulos - Durante o painel, o representante da CNA disse ainda que iniciativas que condicionem o crédito rural ao seguro devem ser construídas com sabedoria, respeitando a região e as particularidades da cadeia produtiva. “A melhor forma de convencer o produtor é com estímulos positivos. Se ele tiver vantagens ao contratar o seguro, como taxas diferenciadas ou benefícios, a adesão será maior”.
Para concluir, o diretor técnico afirmou que o PL pode ser um novo norteador para essas discussões, do ponto de vista regulatório, colocando em pauta questões como o contingenciamento, a criação do fundo de catástrofe e a estruturação de bancos de dados. “Precisamos partir agora para a fase dois e começar a colocar em prática esses debates”.
Participaram do painel o vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Fábio Damasceno, o diretor de Novos Negócios do IRB Re, João Rabelo, e o coordenador-geral de Risco Agropecuário no Mapa, Hugo Rodrigues.