CNA participa de reunião da CTLOG sobre planejamento logístico e infraestrutura de transportes 

Encontro discutiu, entre outros temas, o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 e a Política Nacional de Pisos Mínimos  

Por CNA 27 de agosto 2026
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Brasília (27/08/2026) — A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quarta (26), da 107ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG), do Ministério da Agricultura e Pecuária. O encontro foi conduzido pelo presidente da Câmara e da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa/PB), Mário Borba. 

A pauta reuniu representantes do governo e do setor produtivo para discutir o Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, a safra de grãos 2025/2026 e projetos relacionados à infraestrutura hidroviária, como a dragagem do Rio Tapajós, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e a Barra Norte. 

Plano Nacional de Logística - A subsecretária de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, Gabriela Monteiro Avelino, apresentou a metodologia e os corredores de transporte do PNL 2050. O documento visa orientar o planejamento do setor, a longo prazo, e contribuir para solucionar gargalos da infraestrutura no país. 

Os principais objetivos do plano são: melhorar o escoamento de cargas para exportação e para o mercado doméstico; atender aos novos polos de produção; fortalecer o abastecimento interno de produtos essenciais; aprimorar o transporte de pessoas; e enfrentar desafios estruturais do setor.  

Durante o debate, a assessora técnica da CNA, Elisangela Pereira Lopes, destacou as contribuições da CNA para a construção do plano e a necessidade de aprofundar o levantamento de informações sobre armazenagem. Ela também ressaltou a inclusão, no PNL 2050, do estudo da Confederação sobre as estradas vicinais e a importância dos dados sistematizados pela entidade para identificar os principais gargalos de cada estado. 

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“Temos um universo de problemas, e a CNA conseguiu sistematizar, em cada estado, quais são os principais. Isso nos ajudou muito”, afirmou Gabriela ao destacar a parceria com a Confederação. 

Piso mínimo do frete - O presidente-executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), Luís Baldez, apresentou as mudanças trazidas pela Lei nº 15.485/2026 para a Política Nacional de Pisos Mínimos. Segundo ele, a nova legislação exige ajustes conceituais, metodológicos e operacionais na tabela de fretes e uma estratégia conjunta de atuação junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 

Entre os pontos debatidos estão a proposição de tabelas diferenciadas conforme as características das cargas e das operações, os parâmetros utilizados no cálculo dos custos mínimos e a adequação das regras de fiscalização.  

Baldez também mencionou a necessidade de discutir com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) as mudanças necessárias para viabilizar a regulamentação da lei e lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou a constitucionalidade da política de pisos mínimos. 

Safra de grãos - O gerente de Safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Fabiano Vasconcellos, apresentou o relatório da safra brasileira de grãos 2025/2026. Ele chamou a atenção para as incertezas relacionadas aos efeitos do El Niño sobre o próximo ciclo produtivo. 

“A próxima safra será incerta devido aos impactos do El Niño, que foi confirmado, e será desafiador, mas ainda não temos previsão de prejuízos para as culturas”, afirmou. 

Hidrovias - O consultor da Associação para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Adecon), Flávio Acatauassú, abordou a dragagem do Rio Tapajós e destacou a importância da navegação fluvial para a logística do Arco Norte, responsável pelo embarque de 58,6 milhões de toneladas de soja e milho em 2025, o equivalente a 39,5% do total nacional.  

O presidente da Adecon, Adalberto Tokarski, apresentou o projeto da concessão hidroviária no Rio Paraguai. A outorga abrangerá aproximadamente 600 quilômetros entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa (fronteira entre Brasil e Paraguai) e prevê R$ 56 milhões em investimentos. 

A Câmara discutiu ainda o estágio atual do projeto da Barra Norte e seus impactos para a logística, com o coordenador de Relações Governamentais da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Fabio Tayarol Marques.  

"Foi uma ótima reunião. Discutimos vários assuntos importantes que precisamos encontrar soluções e tomar providências para enfrentar os gargalos da infraestrutura e da logística do Brasil", afirmou o presidente da Câmara, Mário Borba. 

 

 

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