CNA participa de reunião do Banvaco para fortalecer resposta em casos de emergência de febre aftosa

Reunião foi realizada em Duque de Caxias (RJ)

Por CNA 2 de julho 2026
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Brasília (02/07/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nos dias 1º e 2 de julho, da quarta reunião ordinária do Banco Regional de Antígenos de Febre Aftosa (Banvaco), realizada no Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública (Panaftosa), em Duque de Caxias (RJ).

Criado em agosto de 2025, o Banvaco tem como objetivo fortalecer a capacidade de resposta dos países sul-americanos diante de eventuais emergências sanitárias relacionadas à febre aftosa, por meio da disponibilidade imediata de antígenos para a produção de vacinas de emergência. Atualmente, participam da iniciativa Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai e Bolívia, enquanto o Peru está em processo de adesão.

Com base em modelos de análise de risco desenvolvidos pelo Panaftosa, os países membros informarão o volume de doses a ser contratado e as cepas virais que deverão compor o banco de antígenos. Essas informações servirão de base para a definição dos custos variáveis do projeto.

Segundo o assessor técnico da CNA, Rafael Filho, um dos principais diferenciais do Banvaco é reunir cepas de diferentes variantes do vírus da febre aftosa, incluindo aquelas que nunca foram registradas na América do Sul.

"Não existe uma estrutura física exclusiva do Banvaco. O que ocorre é a contratação de um laboratório responsável por manter os antígenos necessários para a produção das vacinas em caso de ocorrência de um foco de febre aftosa. Todo esse processo é realizado nas instalações já existentes desses laboratórios", explicou.

Durante a reunião, os participantes avaliaram o andamento do Plano de Trabalho 2025/2026, que contempla ações estruturantes para a consolidação institucional do Banvaco, como a elaboração do manual operacional, o fortalecimento da cooperação técnica entre os países membros, o funcionamento da Comissão Diretiva, a preparação da licitação internacional para contratação do laboratório responsável pelo banco e a definição dos custos fixos da iniciativa.

O grupo também discutiu as propostas para o Plano de Ação 2026/2027, que terá início em agosto deste ano. De acordo com Rafael Filho, as prioridades incluem a consolidação dos mecanismos operacionais para a contratação do laboratório, a revisão dos planos de contingência dos países participantes, a realização de capacitações e exercícios simulados.

"A expectativa é que também seja realizado um simulado de emergência até o final deste ano", destacou.

Banco nacional

Paralelamente às ações do Banvaco, o Brasil firmou, em dezembro de 2025, contrato com um laboratório para a criação de um banco nacional de antígenos, composto pelas cepas O, A e C, já registradas no país. O acordo tem vigência de dez anos e prevê o fornecimento de até 10 milhões de doses de vacinas em caso de surto.

Os dois bancos são complementares. Enquanto o banco nacional contempla as cepas circulantes no Brasil, o Banvaco reunirá também variantes de ocorrência em outras regiões do mundo, ampliando a capacidade de resposta frente a diferentes cenários epidemiológicos. A previsão é que a licitação internacional para contratação do laboratório responsável pelo banco regional seja concluída até março de 2027.

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