CNA reúne representantes de todo o país no 3° Fórum de Liderança Feminina 

Evento ocorreu na quarta (12), na sede da entidade, em Brasília 

Por CNA 13 de agosto 2026
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Brasília (13/08/2026) – O 3º Fórum Liderança Feminina Sindical Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu, na quarta-feira (12), representantes das Comissões Estaduais de Mulheres de todo o país para uma programação extensa com debates, palestras e mesa redonda sobre temas relevantes para o fortalecimento da liderança feminina e do agro brasileiro.  

A programação na sede da CNA teve início com a palestra “O sindicato rural como espaço de liderança e transformação”, apresentada pelo coordenador de Relacionamento da CNA, Rafael Costa. Ele pontuou as diferenças entre associativismo, cooperativismo e sindicalismo rural, reforçando que o sindicato rural contribui para o desenvolvimento do agro e da região onde está localizado.  

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Costa explicou que oferecer regularidade, representatividade e prestação de serviços para o produtor é exercer liderança no campo e convidou às mulheres a voltarem aos Estados como porta-vozes do setor junto aos produtores rurais. “O futuro do agro começa quando alguém abre a porta do sindicato rural para o produtor”, finalizou. 

Mulheres na Liderança Global do Agro: O exemplo da WFO – O Fórum também recebeu a produtora rural australiana e vice-presidente da Organização Mundial dos Agricultores (WFO), Fiona Simson, que falou sobre sua experiência como agricultora familiar na região de Liverpool Plains.  

Fiona disse ser ‘apaixonada pela agricultura’ e ressaltou que as mulheres precisam assumir sua responsabilidade e agir com ousadia diante dos desafios como líderes do setor. “Ignorem aquela voz interna que diz que vocês não são capacitadas o suficiente. Busquem o apoio de pessoas que acreditam no seu potencial.” 

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Na avaliação da vice-presidente da WFO, é preciso capacitar as mulheres para as oportunidades do setor e das comunidades. “Capacitar as mulheres em todos os níveis, trazendo-as para a mesa de decisão e fornecendo os mesmos recursos e conhecimentos disponíveis aos homens. O sucesso futuro da nossa atividade depende de identificarmos o potencial das mulheres”. 

Representatividade no agro – O evento discutiu ainda a representatividade feminina em uma mesa redonda conduzida pela presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Stéphanie Gobato.  

Para a presidente do Sindicato Rural de Alto Paraíso (RO), diretora financeira da Aprosoja e vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro da CNA, Antonielly Rottoli, ocupar espaços de liderança e se posicionar sobre os desafios enfrentados no campo são formas de fortalecer a representatividade feminina no setor.  

 “Estou ali me posicionando, mostrando as minhas dores e buscando soluções para as situações que temos dentro do município e do Estado. Ou seja, o que nos valida é nos posicionar, esse é o diferencial”, afirmou.  

A vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Lisiane Czech, ressaltou que sua trajetória no sindicalismo começou a partir da decisão de “levantar a mão” e aceitar ocupar novos espaços, contando também com uma rede de apoio para conciliar as diferentes responsabilidades. “Se eu estou aqui hoje, tem alguém tirando leite, tem alguém no escritório de planejamento, tem alguém no sindicato rural”, citou. 

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Para Lisiane, a mulher que assume posições de representação precisa também saber mobilizar e envolver outras pessoas, utilizando suas próprias habilidades para construir apoio e ampliar sua capacidade de atuação.  

Fiona Simson, vice-presidente da WFO, defendeu que a formação de novas lideranças femininas passa, antes de tudo, pelo autoconhecimento. Para ela, representatividade não significa que todas as mulheres tenham de desempenhar as mesmas funções, mas que reconheçam os próprios talentos e entendam de que maneira podem contribuir.  

Institucional - No início da tarde, o painel reuniu o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, a diretora de Relações Internacionais, Sueme Mori, e a chefe de Relações Institucionais, Mirian Vaz, para o tema “CNA em Foco: avanços, desafios e próximos passos”.  

Sueme Mori apresentou as principais ações da área, entre elas o projeto AgroBR, que promove a participação de produtores rurais brasileiros em missões e agendas internacionais, ampliando oportunidades de negócios e a inserção do agro brasileiro no mercado externo. 

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Mirian Vaz trouxe um balanço da atuação da área de Relações Institucionais no primeiro semestre, com destaque para o trabalho realizado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. 

Em sua fala, Bruno Lucchi abordou o cenário econômico e as condições de financiamento do agro. Ele também destacou o evento “Agenda Brasil - Crescimento, Emprego e Competitividade”, promovido pelo Sistema CNA/Senar no dia 25 de agosto, em São Paulo. 

Poder do exemplo - Na sequência, a programação abordou o tema “Autorresponsabilidade e o poder do exemplo”, apresentado por Angela Portugal, fundadora da Behavior Desenvolvimento Humano. 

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Angela destacou que grandes iniciativas de transformação podem começar de forma simples, a partir de uma necessidade real identificada por uma pessoa comum.  

Para a presidente da Comissão das Mulheres do Agro, Stéphanie Gobato, o aspecto mais relevante do fórum foi a representatividade nacional no evento.  

“O fortalecimento sindical é o nosso alicerce e o propósito central que une todas as lideranças é o fortalecimento da nossa representatividade de classe. É isso que norteia o trabalho da Comissão Nacional. Observamos, cada vez mais, mulheres preparadas que desenvolveram competências de liderança para atuar de forma significativa na defesa do setor”, disse.  

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“O evento celebrou essa trajetória e o trabalho que a comissão nacional tem realizado, em conjunto com as comissões estaduais e locais, consolidando um sistema que promove oportunidades para que esse fortalecimento ocorra, de fato, na base”, concluiu. 

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