CNA participa da reunião anual da WFO no Quênia
Evento reúne durante esta semana líderes de entidades do agro do mundo
Brasília (09/06/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, de 8 a 11 de junho, da reunião anual de 2026 da Organização Mundial de Agricultores (WFO), em Nairóbi, no Quênia.
O encontro é promovido pela Federação Nacional de Agricultores do Quênia (Kenaff) e reúne líderes de entidades do agro e cooperativas agrícolas de todas as regiões do mundo, além de acadêmicos, cientistas, associações do setor privado e sociedade civil.
A programação do evento inclui sessões temáticas, reuniões bilaterais, a Assembleia Geral de Gestão da WFO, visitas de campo e debates sobre segurança alimentar, desbloqueio de investimentos, fomento da inovação, o avanço das infraestruturas digitais, entre outros.
O vice-presidente da CNA Gedeão Pereira e o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses, Felipe Spaniol, acompanham as discussões.
Fortalecimento institucional – Na segunda (8), Gedeão participou de um painel sobre o “Fortalecimento das organizações de agricultores rumo à agenda pós-2030” e falou sobre o papel das entidades de representação do agro e das soluções sustentáveis que os produtores rurais já adotam no campo.
Gedeão Pereira também destacou o desenvolvimento da agricultura brasileira nos últimos anos, graças à assistência técnica, crédito, pesquisa e tecnologia e disse que o país tem potencial para crescer ainda mais.
Durante o debate, o vice-presidente da CNA ressaltou que a agricultura tropical, somada à energia, solo, tecnologia, inovação e equipes técnicas qualificadas pode garantir o abastecimento mundial de alimentos.
Ele pontuou ainda sobre o trabalho que a Confederação tem desempenhado na defesa dos interesses dos produtores dentro de organismos internacionais, como a FAO, a OMC, a ONU e a OCDE.
“A atuação da entidade leva a mensagem do produtor rural a esses fóruns e assegura que eles sejam reconhecidos nas discussões sobre os desafios globais”, disse.
Segurança alimentar – Já na terça (9), Felipe Spaniol participou de um painel sobre o “Comércio como uma ferramenta crítica para a segurança alimentar global” e discutiu os impactos dos efeitos geopolíticos no comércio mundial e como eles afetam a segurança alimentar.
No debate, Spaniol afirmou que no comércio internacional existem muitos conflitos, criação de barreiras e protecionismo verde, além da volatilidade nos preços de óleo e fertilizantes. “Todos esses fatores elevam os custos de produção e representam uma preocupação comum entre os países presentes no evento”.
Para o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, uma das soluções para esses problemas é a construção de um comércio mais justo, transparente, inclusivo e baseado em regras, ciência e inovação.
Durante o painel, Felipe também destacou que o principal desafio é avançar nessa agenda de forma rápida. “Os produtores do mundo inteiro têm urgência por soluções”.
Por fim, ele falou sobre o papel das organizações de representação do agro, que é fundamental para assegurar que as políticas públicas reflitam a necessidade dos produtores rurais. “A CNA tem desempenhado esse papel no mundo todo, por meio de seus escritórios internacionais e em fóruns de discussão”, disse Spaniol.