Instituto CNA apresenta plataforma Agritrace Animal

Apresentação mostrou as etapas de auditoria, certificação e rastreabilidade previstas no protocolo

Por Instituto CNA 7 de agosto 2026
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Brasília (06/08/2026) - O Instituto CNA participou, na quinta (6), do II Treinamento das Certificadoras do Protocolo Carne Baixo Carbono (CBC), realizado pela Embrapa, em Campo Grande (MS).  

A capacitação integra o processo de credenciamento das empresas certificadoras que atuarão na implementação do protocolo. 

A assessora técnica do Instituto CNA, Karina Mandro, e Luciano Tamiso, da AgTrace, empresa parceira do ICNA no desenvolvimento da solução, apresentaram a Plataforma Agritrace Animal e demonstraram como o Protocolo Carne Baixo Carbono está estruturado no sistema. 

Durante a apresentação, foram detalhadas as etapas de atuação das certificadoras na plataforma, que incluem o cadastro da propriedade com informações de georreferenciamento e Cadastro Ambiental Rural (CAR), a realização da auditoria técnica para habilitação do produtor, o envio do certificado de conformidade e o gerenciamento do estoque de animais aptos ao protocolo, atualizado conforme a movimentação do rebanho. 

Na etapa final da cadeia, a Marfrig registra na plataforma apenas o número do brinco do animal e a data do abate. A partir dessas informações, o sistema realiza automaticamente a validação dos dados, e a verificação para registrar se o animal está devidamente cadastrado, além de certificar se a propriedade permanece vigente e se o rebanho está dentro da capacidade produtiva aprovada na auditoria.  

Segundo Karina, caso seja identificada alguma inconsistência, o abate é bloqueado. Quando todos os requisitos são atendidos, o sistema atualiza o estoque de animais certificados e conclui o processo de rastreabilidade entre a propriedade e o frigorífico. 

Os participantes do treinamento também conheceram a Plataforma Agritrace Vegetal, desenvolvida em duas frentes. A primeira atende às exigências da Instrução Normativa Conjunta MAPA/Anvisa nº 02/2018, voltada à rastreabilidade e ao monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas em frutas e hortaliças.  

A segunda é destinada à gestão de protocolos voluntários para cadeias vegetais e utiliza a mesma estrutura de regras, registros, execução e verificação, com potencial de aplicação em diferentes culturas. 

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