Instituto CNA debate desafios da rastreabilidade e da digitalização no agro
Evento SuperAgro 2026 foi realizado pela revista Exame, na quarta (11), em São Paulo
Brasília (11/08/2026) - O diretor executivo adjunto do Instituto CNA, Matheus Ferreira, participou, na terça (11), do evento Exame SuperAgro 2026, em São Paulo, para discutir os desafios da rastreabilidade no setor produtivo.
O evento reuniu especialistas para debater as transformações que estão redefinindo a produtividade no campo, da agricultura regenerativa à transição energética, do agro digital aos desafios climáticos.
Matheus integrou o painel “Rastreabilidade e produtividade: o futuro do agro é digital”, ao lado do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart. A moderação foi do repórter de Agro da Exame, César Rezende.
Em sua fala, Matheus destacou que o agro brasileiro se destaca e ganha protagonismo no mercado internacional, e que diante disso os produtores precisam mostrar, cada vez mais, os avanços alcançados em produtividade e rastreabilidade.
Segundo ele, um dos principais desafios do setor é a transferência de tecnologia aos pequenos produtores. Nesse contexto, Ferreira falou sobre iniciativas da CNA, do Instituto e, principalmente, do Senar voltadas inovação e à gestão agropecuária.
“Quando o produtor consegue colocar componentes de produtividade, indicadores zootécnicos e gestão na sua propriedade, tudo vem a reboque, inclusive a rastreabilidade”.
Ao ser questionado sobre a digitalização no agro, o diretor do ICNA citou a modernização das Indicações Geográficas (IGs) no país. “O Brasil tem por volta de 150 IGs de produtos do agro e que há três anos não eram digitalizadas. Hoje, todas as informações de origem do produto e características estão digitalizadas”.
Na cadeia do café, ele afirmou que 18 indicações geográficas e cerca de 6 mil produtores já participam de uma plataforma de origem controlada do ICNA. “O QR Code presente nas sacas permite ao consumidor acessar informações sobre a rastreabilidade do produto, que já foi lido em mais de 100 países”, disse.
Durante o debate, Matheus Ferreira também ressaltou ainda que o Brasil possui espaço para ampliar a produtividade por meio da digitalização, mas que a tecnologia precisa chegar até os produtores.
“O produtor do futuro tem que olhar para frente, para as tendências, geopolítica, economia e hábitos de consumo. A rastreabilidade não é mais uma tendência, é uma realidade. No entanto, ela precisa gerar receita para o produtor ser estimulado e oferecer as informações que o mercado exige”.