Presidente da CNA participa da abertura do 3º Fórum da Liderança Feminina Sindical Rural
Evento reuniu representantes das comissões de mulheres de todo o país, na quarta (12), em Brasília
Brasília (12/08/2026) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, participou, na quarta (12), da abertura do 3º Fórum “Liderança Feminina Sindical Rural” realizada na sede da CNA.
O evento reuniu, em Brasília, participantes das comissões estaduais de mulheres de todo o país que participaram de uma extensa programação com debates, palestras, mesa redonda sobre os mais diversos temas que impactam o setor e os produtores rurais.
Ao dar as boas–vindas ao público, João Martins lançou um desafio ao pedir às participantes que assumam cada vez mais o protagonismo nos Estados, nos sindicatos, e, assim, consigam representar da melhor forma possível os produtores rurais.
Ao assumir a liderança na base, afirmou Martins, todo o Sistema CNA/Senar acaba sendo beneficiado em uma atuação de lideranças femininas cada vez mais representativas dos produtores de todo o país.
Também na abertura, Stéphanie Gobato, presidente da Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, agradeceu a presença das participantes e destacou que o Fórum é mais do que uma agenda de trabalho, é um espaço de diálogo para trocas com o propósito de fortalecer o sistema sindical rural.
"As integrantes da Comissão Nacional atuam juntas dentro desse propósito. É um propósito que parte de algo muito simples, mas que nos move: o fortalecimento sindical, a representação de classe", afirmou.
Stéphanie ressaltou que o evento também visa "afiar" as competências para que as mulheres criem conexões e, principalmente, saiam revigoradas, voltando às bases para que prosperem cada vez mais no trabalho desenvolvido nos estados.
A representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Equador, Gherda Barreto, também discursou na abertura do Fórum e reforçou a representatividade das mulheres no agro. Segundo ela, a força das mulheres deve ser reconhecida porque falar do papel da mulher é falar do futuro da agricultura no mundo.
"O futuro da segurança alimentar, da biodiversidade, da resiliência climática e do desenvolvimento rural sustentável dependem da liderança e do poder transformadores das mulheres. Essa força merece ser reconhecida pelo mundo inteiro."
Gherda lembrou que a FAO declarou 2026 como o "Ano Internacional da Mulher Agricultora" e que isso não foi apenas uma decisão simbólica, mas um reconhecimento histórico e um chamado à ação.
"Sabemos que as mulheres alimentam o mundo, mas é hora de o mundo reconhecer plenamente a imensa contribuição que elas oferecem todos os dias. Na FAO, queremos afirmar isto com absoluta clareza. As mulheres rurais representam uma das maiores oportunidades do desenvolvimento econômico sustentável que o planeta possui."
Para a senadora e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina, as mulheres precisam cada vez mais mostrar o que podem fazer pelo sistema sindical, trabalhando juntas por essa representatividade.
"Acredito nas mulheres, elas podem chegar aonde elas quiserem. Por isso, nós temos que trabalhar por aquilo que a gente acredita, porque quem faz a fortaleza de um país é quem trabalha, é quem produz."
Além das participantes do Fórum, estiveram presentes na abertura os vice-presidentes da CNA Humberto Miranda e Amílcar Silveira, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho, diretores e representantes do Sistema CNA/Senar.