Abril tem criação de 85,9 mil empregos formais
A economia brasileira criou 85.888 empregos formais em abril de 2026, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é o resultado de 2.268.655 admissões e de 2.182.767 desligamentos no mês.
O total de vínculos celetistas ativos, ou estoque, contabilizou 47.810.425 em abril, o que representa uma variação positiva de 0,18% em relação ao estoque de março. Nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o saldo foi de +1.040,3 mil empregos formais, 35,1% inferior ao saldo de +1.604,1 mil dos 12 meses imediatamente anteriores (maio/2024 a abril/2025).
Entre os setores de atividade, Serviços, Construção e Indústria registraram saldo positivo de vagas no mês, enquanto Agropecuária e Comércio apresentaram saldo negativo, conforme apresentado na Tabela 1. Destaca-se a criação líquida de empregos no setor de Serviços, que registrou saldo de 69.601 vagas, seguido pela Construção (23.525) e pela Indústria (9.256). Em contrapartida, a Agropecuária e o Comércio apresentaram saldos negativos de 8.114 e 8.378 vagas, respectivamente.
O resultado da Agropecuária decorreu de 97.242 admissões e 105.620 desligamentos no setor. Ressalte-se que a Agropecuária tradicionalmente registra saldos positivos de emprego no mês de abril, conforme ilustrado no Gráfico 1, com exceção de abril de 2020 e de 2026. Em abril de 2025, o setor registrou saldo positivo de 3,8 mil vagas. Já em abril de 2026, observou-se saldo negativo de 8,4 mil vagas, o que representa uma redução de aproximadamente 322% em relação ao resultado observado no mesmo mês do ano anterior.
Em abril, todas as cinco grandes regiões do país registraram saldo positivo de empregos formais, conforme apresentado na Tabela 2. O maior saldo de contratações foi observado na região Sudeste, com 44.545 postos de trabalho, seguida pelas regiões Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449).
No setor agropecuário, especificamente, todas as regiões, com exceção do Sudeste, registraram saldo negativo de vagas no mês. As perdas mais expressivas ocorreram nas regiões Nordeste e Sul, que apresentaram saldos negativos de 5.269 e 4.836 vagas, respectivamente, seguidas pelas regiões Centro-Oeste (-1.516 vagas) e Norte (-929 vagas). Na região Sudeste, por sua vez, o setor registrou saldo positivo de 4.172 vagas.
No que se refere aos saldos de emprego no setor agropecuário por unidade da Federação, 17 estados registraram resultados negativos. Destacaram-se o Rio Grande do Sul, com saldo de -3,1 mil postos de trabalho, seguido por Mato Grosso (-2,9 mil), Santa Catarina (-1,8 mil), Bahia (-1,4 mil) e Rio Grande do Norte (-1,1 mil). Entre os estados que apresentaram saldo positivo, sobressaíram o Espírito Santo, com geração líquida de 2,1 mil vagas formais, além de Goiás e São Paulo, ambos com saldo positivo de 1,6 mil postos de trabalho.
As atividades agropecuárias que mais contribuíram com a perda líquida de vagas de emprego em abril de 2026 foram:
· Cultivo de Soja: -5.219;
· Cultivo de Maçã: -2.986;
· Cultivo de Laranja: -1.799;
· Criação de Bovinos para Corte: -1.120;
· Cultivo de Melão: -1.047.
Já as atividades com maior criação líquida de vagas no período foram:
· Atividades de Apoio à Agricultura não Especificadas Anteriormente: 3.472;
· Cultivo de Café: 3.163;
· Cultivo de Cana-de-Açúcar: 1.407;
· Produção de Ovos: 350;
· Cultivo de Mamão: 242.
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA:
Bruno Barcelos Lucchi – Diretor Técnico
Maciel Silva – Diretor Técnico Adjunto
Núcleo Econômico
Renato Conchon – Coordenador
Elisangela Pereira Lopes – Assessora Técnica
Fernanda Laundos da Costa - Assessora Técnica
Guilherme Costa Rios – Assessor Técnico
Isabel Mendes de Faria – Assessora Técnica
Zenaide Rodrigues Ferreira – Assessora Técnica