Avicultura de corte: onde está o ganho de escala?
A escala de produção é um fator-chave para a eficiência em sistemas agropecuários, ao possibilitar a diluição de custos fixos e potencializar a margem da atividade. Entretanto, a expansão baseada apenas no crescimento do faturamento, sem a devida avaliação dos impactos sobre os custos, constitui um erro gerencial que pode comprometer a sustentabilidade econômica e reduzir a rentabilidade.
Na avicultura de corte integrada, essa dinâmica também se aplica. Foram analisados dados técnicos e econômicos do projeto Campo Futuro (CNA/Senar), no período de 2020 a 2025, anualizados e deflacionados pelo IGP-DI (fevereiro de 2026) para a atividade de frango pesado em sistemas climatizados. Nesse intervalo, a produção — medida em aves entregues por ano, por modal — cresceu 4,62%, influenciada por fatores como taxa de mortalidade, número de lotes ao ano, densidade de alojamento e expansão da área produtiva. Considerando a área média por núcleo aumentou de 4.393 m² em 2019 para 4.769 m² em 2025, representando um crescimento de 8,43%.
Crescimento da Produção
+4,62% em aves entregues por ano, por modal, entre 2020 e 2025.
Expansão de Área
Área média por núcleo cresceu de 4.393 m² (2019) para 4.769 m² (2025): +8,43%.
Densidade de Alojamento
Baixa variação: de 13,69 para 13,60 aves/m² entre 2020 e 2025 (-0,6%).
Áreas de atuação
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