Maio tem criação de 72,96 mil empregos formais
A economia brasileira criou 72.960 empregos formais em maio de 2026, segundo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo é o resultado de 2.207.303 admissões e de 2. 134.343 desligamentos no mês.
O total de vínculos celetistas ativos, ou estoque, contabilizou 47.877.989 em maio, o que representa uma variação positiva de 0,15% em relação ao estoque de abril. Nos últimos 12 meses (junho/2025 a maio/2026), o saldo foi de +973,3 mil empregos formais, 40,6% inferior ao saldo de +1,6 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores (junho/2024 a maio/2025).
Todos os grupamentos de atividade econômica registraram saldo positivo de empregos no mês de maio, conforme apresentado na Tabela 1. Destaca-se a criação líquida de empregos no setor de Serviços, que registrou saldo de 45.655 postos de trabalho, seguido pela Construção (+12.096), Agropecuária (+10.205), Indústria geral (+4.974) e Comércio (+40).
O resultado da Agropecuária decorreu de 115.263 admissões e 105.058 desligamentos no setor. Ressalte-se que a Agropecuária tradicionalmente registra saldos positivos de emprego no mês de maio, conforme ilustrado no Gráfico 1. Para fins de comparação, em maio de 2025, o setor registrou saldo positivo de 18,4 mil vagas, o que representa uma redução de aproximadamente 44,6% em relação ao saldo observado em maio de 2026.
Exceto pela região Sul, as demais grandes regiões do país registraram saldo positivo de empregos formais no mês de maio, conforme apresentado na Tabela 2. O maior saldo de contratações foi observado na região Sudeste, com 45.873 postos de trabalho, seguida pelas regiões Nordeste (23.351), Centro-Oeste (2.016) e Norte (5.061). A região Sul, por sua vez, registrou saldo negativo de 4.109 postos de trabalho.
No setor agropecuário, especificamente, a maior parte das grandes regiões registrou saldo negativo de empregos formais no mês. As perdas mais expressivas ocorreram nas regiões Sul (-5.030 vagas), Centro-Oeste (-3.914 vagas) e Norte (-829 vagas). Em contrapartida, as regiões Sudeste e Nordeste apresentaram saldo positivo, com a criação de 19.254 e 724 postos de trabalho, respectivamente.
No que se refere ao saldo de emprego formal no setor agropecuário por unidade da Federação, 14 estados registraram resultados positivos. Destacaram-se o Espírito Santo, com saldo de 9,2 mil postos de trabalho, seguido por São Paulo (4,6 mil), Minas Gerais (4,1 mil) e Rio de Janeiro (1,5 mil). Entre os estados que apresentaram saldo negativo, o destaque foi o Rio Grande do Sul, com perda líquida de 3,3 mil vagas formais, seguido por Mato Grosso (-1,6 mil), Santa Catarina (-1,0 mil) e Goiás (-0,5 mil).
As atividades agropecuárias que mais contribuíram com a criação líquida de empregos formais em maio de 2026 foram:
· Cultivo de Café: 17.674;
· Cultivo de Laranja: 2.458;
· Cultivo de Cana-de-Açúcar: 828;
· Cultivo de Pimenta-do-Reino: 550;
· Cultivo de Mamão: 460.
Já as atividades com maior perda líquida de vagas no período foram:
· Produção de Sementes Certificadas, Exceto de Forrageiras para Pasto: -2.182;
· Cultivo de Alho: -1.847;
· Cultivo de Soja: -1.806;
· Cultivo de Maçã: -1.120;
· Serviço de Preparação de Terreno, Cultivo e Colheita: -1.425.
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